Joanesburgo, Kruger, Rota Jardim, Vinícolas e Cape Town em uma viagem! O roteiro é bem popular entre brasileiros e aqui darei minhas dicas dos lugares que passei.
Nosso diferencial aqui é como ir para o Kruger sem carro nem avião, uma boa opção para quem não quer dirigir por muito tempo.
Dia 1:
Saída de SP ás 17:30 e chegada 7:15 do dia seguinte em Joanesburgo.
Dia 2:

Museu do Apartheid 
Museu do Apartheid
Joanesburgo – No aeroporto mesmo fizemos o câmbio de dólares para rand. Dica: Verifique sempre a taxa que a loja cobra, pois fomos na loja com melhor cotação anunciada, mas a taxa era superior às demais e perdemos dinheiro no final.
Saindo da área de embarque, compramos chip na MTN. O preço é superfaturado se comparar a outras lojas fora do aeroporto, mas o gasto se paga com a economia em Uber/Bolt e alojamentos mais simples sem recepção 24h e que precisamos avisar nossa chegada. Normalmente em outras viagens não vemos a necessidade de um chip, nessa eu achei que valeu.
Para sair do aeroporto de Joanerbusgo você pode utilizar o Gautrain, que era 373 rands ida e volta, ou Uber/Bolt. Vi que a corrida do Bolt estava 250 rands, e, como estávamos em dois, valia a pena usar o Bolt no lugar do Gautrain (500 rands de Bolt vs 746 para os dois ida e volta no Gautrain).
Aproveitamos nosso único dia em Joanesburgo para conhecer o Museu do Apartheid. A entrada custa em torno de 30 reais e vale muito a pena!
Dica: Bolt costuma ser uma ótima opção para chegar e sair dos aeroportos na África do Sul. O preço chega a ser metade do Uber.
Dia 3:

Parada no caminho Joanes-Kruger 
Jantar tradicional sul africano
Kruger – Não alugamos carro para ir ao Kruger, então utilizamos a JSL para ir de Joanerburgo a Marloth Park, onde era nosso Hotel. Pelo o que pesquisei, só existe essa van fazendo esse trajeto e custa 900 rands ida e volta (uns 300 reais). O tempo total até Marloth é de 7h (cansativo, mas dá para dormir no caminho).
Fiquem atentos! Em Marloth Park não há taxis nem Uber. Por sorte nosso hotel era fantástico e tinha passeios saindo de lá. Além disso, cozinharam para nós e fizeram uma compra no mercado com alguns itens que pedi e deixaram na cozinha do chalé para nós. Os passeios que fizemos direto com o Kruger nós fomos com a JSL até lá (cobraram 200 rands ida e volta por pessoa).
Chegamos 19:30 no nosso hotel e já tinha uma deliciosa janta tradicional nos esperando. Sou suspeita, pois amei muito esse hotel e o suporte que eles nos deram para tudo foi sem igual. Recomendo!
Dia 4:

Wild Dogs (raríssimos) 
Hiena com filhote 
Javalis e Impalas 
Elefante no Kruger 
Búfalo no safári 
Leopardo no Kruger 
Leão no Kruger
Kruger – O primeiro passeio que fizemos foi direto com nosso Hotel Foxy Crocodile Bush retreat. É um passeio que dura o dia todo e, no nosso caso, foram 14h de safári. Nossa guia não descansou enquanto não vimos o Big 5 em um único dia, e demos sorte de ver búfalos e rinoceronte mais de uma vez. Além do Big Five, ainda vimos os raros Wild Dogs em 3 momentos diferentes, hienas, zebras, impalas, girafas, enfim, Kruger é um parque enorme e o safári lá é muito completo.
O diferencial do passeio com o hotel foi que o carro era menor e comportava no máximo 6 pessoas, sendo que cada casal tinha sua janela. Além disso, incluía lanches e bebidas e binóculos para visualizar aos animais mais distantes. Até capa de chuva e manta para o frio tinha no carro!
O que é o “Big 5”? São os 5 animais mais perigosos para o homem caçar a pé: Elefante, Leopardo, Leão, Rinoceronte e Búfalo.
Dia 5:

Pegada de leão 
Local do piquenique na trilha a pé no safári 
Rinoceronte no Kruger 
Leopardo no safári 
Zebras no safári 
Leão ao pôr do sol 
Girafa ao pôr do sol
Kruger – Saímos de madrugada para fazer o passeio de caminhada pelo safári. O passeio é pouco conhecido, mas vale muito a pena. Só tinha mais um casal conosco e os dois rangers que nos protegeriam caso algo acontecesse durante a caminhada (todos os animais ficam soltos pelo Kruger, então o risco é real). Fomos em um caminhão do Kruger até o ponto de início da trilha e os dois rangers nos deram as principais instruções para respeitarmos a fauna e flora local e nos proteger também.
Logo no início da caminhada já ouvimos um leão, o que fez meu coração disparar. Como era verão, o mato fica bem alto e é difícil ver se tem algum animal ao redor. Na sequência ouvimos também uma hiena e já dava para ouvir as batidas do meu coração naquele silêncio da savana ao amanhecer.
Chegamos então em uma parte com mato mais baixo e vimos javali, girafa e crocodilo. A caminhada para então para um piquenique olhando o rio, onde víamos hipopótamos, crocodilos, rinoceronte, kudu e outros animais nadando ou na margem oposta do rio. É um momento muito agradável, com certeza minha parte favorita.
O passeio durou 4h e voltamos 9:30 para o Hotel. Deu tempo de descansar e aproveitar a piscina privativa do quarto do hotel até o próximo passeio, o Sunset Drive, também pelo Kruger. Se o dia anterior teve todo o glamour do safári do hotel, o do Kruger é um caminhão lotado de pessoas e, caso o animal avistado não estivesse na sua janela, era uma grande luta no amontoado de gente para vê-lo. O mais legal desse passeio é ver o pôr do sol na savana e, em especial, os animais a noite. No mais profundo breu você só vê os olhinhos brilhando, milhares deles ao redor do carro. Nesse passeio vimos 4 dos Big Five, então mesmo com 3h de passeio é possível ver bastante coisa na savana.
Dia 6:

Pôr do sol em Port Elisabeth
Kruger e Port Elisabeth – A van saiu 5:45 da manhã em direção a Joanesburgo, onde pegaríamos um vôo até Port Elisabeth. A hora estimada de chegada era 11:30 no aeroporto, mas uma pessoa passou mal na van e atrasamos 1h. Por sorte meu vôo era bem mais tarde para não ter problemas com imprevistos.
Chegamos em Port Elisabeth a tempo de ver o belíssimo pôr do sol, jantar e descansar para no dia seguinte iniciarmos a Rota Jardim no carro alugado.
Dia 7:

Estrada na Garden Route 
Caverna de morcegos no Kayak & Lilo 
Passeio do Kayak e Lilo 
Ponte suspensa no Tsitsikamma Park 
Ponte Suspensa no Tsitsikamma Park
Tsitsikamma – Saímos de Port Elisabeth e fomos de carro até o Tsitsikamma Park. Apesar dos percalços para acostumar com a mão inglesa, as estradas são boas e bem sinalizadas.
Os dois maiores atrativos no parque para mim eram o passeio do Kayak & Lilo e a trilha da ponte suspensa. O Kayak & Lilo eu comprei com antecedência pelo site (esgota rápido) e a trilha suspensa está inclusa na entrada do parque.
O passeio de caiaque foi o mais legal desse dia. Começamos remando no mar, depois no rio passando por baixo da ponte suspensa até chegarmos na margem que trocamos os caiaques pelos Lilos, uma espécie de bóia. Com a bóia passeamos um pouco pelo rio e voltamos para pular do alto de uma pedra de 4m. Eu tava com medo, mas foi bem legal! Na volta, ainda avistamos golfinhos no mar próximos ao caiaque. Valeu muito a pena!
Após o passeio, fizemos a trilha da ponte suspensa até o Look out point lá em cima. Ida e volta levamos uma hora, mas a gente andou bem rápido. Com calma eu reservaria umas 2h para essa parte do passeio.
Gostamos muito desse dia por causa do Kayak & Lilo. Se for só pela trilha, considerando que a entrada do parque foi 248 rands, quase 80 reais, eu recomendaria a da Robberg Reserve, que é mais barata (15 reais) e mais bonita.
Depois do parque iríamos na Boulkrans Jump ver o pessoal pulando do Bungee Jump, mas fecha 17h. Seguimos então para nosso hostel em Plettemberg Bay. O mais legal da hospedagem desse dia é que tem um chef maravilhoso no restaurante deles. Pagamos 97 reais em um jantar para os dois feito por um chef francês com direito a uma garrafa de vinho. Muito bom!
Dia 8:

Colônia de focas na Robberg Reserve 
Ilha na Robberg Reserve 
Trilha da Robberg Reserve 
Robberg Reserve 
Praia na Robberg Reserve
Plettemberg Bay e Knysna – Esse dia foi reservado para fazer a trilha circular de 5,5 km chamada Witsand na Robberg Nature Reserve com passagem pela colônia de focas no caminho. É uma trilha bem tranquila, sem muita subida. Há a opção de fazer uma trilha menor de 2km e uma maior de 9,2km.
A entrada da trilha custa 50 rands, em torno de 16 reais. A paisagem é muito linda e passamos por 2 colônias de focas no caminho. Recomendo ir de traje de banho pois estava muito calor e tinha uma praia linda no caminho, foi ótimo dar um mergulho. Nós fizemos a trilha média com paradas em 2h30. Há estacionamento gratuito na reserva, mas pode ficar um pouco cheio. Recomendo levar água e comida, pois só há um quiosque na entrada e não vende nada mais dentro da reserva.
Almoçamos em Plettemberg Bay e partimos para Knysna. Nesse dia só conhecemos a Thesen Island rapidamente, mas Knysna não me chamou muito a atenção, então tenho poucas recomendações.
Dia 9:

Vista do East Head Café 
Jacuzzi no Bay Lodge 
Mossel Bay 
East Head View Point
Knysna e Mossel Bay – Tomamos café no East Head Café, que tem uma vista bonita, e depois fomos de carro no East Head View Point. Se quiser ficar um dia em Knysna, nosso Bed & Breakfast deu um mapa com uma trilha circular de 2,2km na Featherbed Nature Reserve que pareceu interessante. Mas para nós nosso foco era chegar logo em Mossel Bay para curtir o delicioso Hotel que reservei: Bay Lodge on The Beach.
A ideia era curtir um dia de praia nesse hotel pé na areia que tinha jacuzzi de frente para o mar, cadeiras de praia, piscina e salão de jogos. O hotel fica afastado do centro, mas é bem gostoso desconectar e curtir um dia relaxante. Caminhamos na praia, relaxamos na jacuzzi, lemos ouvindo o barulho do mar, enfim, descansamos bastante nesse dia.
Para jantar tem um shopping a 2km dali com várias opções. Nós optamos por uma boa pizza no Piza E’ Vino.
Dia 10:

Beyerskloof 
Delaire Graff 
Pôr do sol na Delaire Graff 
Vinícola Delaire Graff
Stellenbosch – Após um delicioso café da manhã no Bay Lodge on The Beach, dirigimos por 4:30 até Stellenbosch. Fizemos check in 13:30 no Apple Tree Guest House. Nosso anfitrião nos deu a dica de almoço no Beyerskloof e foi maravilhoso! Almoço com uma garrafa de vinho e sobremesa com vista para a pequena vinícola deu 540 rands os dois, em torno de 170 reais.
Dica: Não beba e dirija! Nós abandonamos o carro na garagem do Guest House e fizemos tudo de Bolt ou Uber. A maioria das vinícolas tem wi-fi, mas compramos um chip especialmente para nos transportar sem problemas.
À noite fizemos reserva para jantar na famosa Delaire Graff. É uma das vinícolas mais bonitas e você pode dar uma caminhada no entorno enquanto aguarda o horário da reserva. Aproveitamos a bela vista degustando nosso vinho apreciando o pôr do sol nas montanhas antes de entrar e provar o delicioso jantar deles. O preço é salgado, mas se puder ir, achei tudo delicioso.
Dia 11:

Degustação vinho com sorvete no Clos Malverne 
Degustação de vinho no Asara 
Vinícola Asara 
Piquenique na Spier
Stellenbosch – Mais vinícolas! Liguei no dia anterior e já fiz minha primeira reserva de degustação: Clos Malverne com a deliciosa combinação de vinho com sorvete. São 4 vinhos harmonizados com 4 sorvetes e vale muito a pena! Os dois juntos combinam lindamente e dão uma explosão de sabores no paladar. Só indo para entender.
Saindo do Clos, fomos na Spier. Minha intenção sempre foi fazer um piquenique no lago na Spier, mas quando tentei dois dias antes já estava esgotado. Se você também tem vontade de fazer um piquenique, vai adorar essa dica: Mesmo sem reserva, é possível alugar cesta, taças e toalha lá na lojinha deles. Eles possuem diversas opções de pães, frios, bolos, quiches e sanduíches para você colocar na sua cesta e ir comer onde achar mais bonito. E, claro, vinhos geladinhos! Se o gramado não for sua praia, também tem mesas de piquenique espalhadas pela vinícola. Além do piquenique, a propriedade é bem grande e tinha trilhas de 10km lá dentro. Nós fizemos uma pelo rio bem curtinha e é bem bonita.
Após a Spier, fomos na Asara para nossa última degustação. Provamos 3 maravilhosos vinhos por – pasmem – 17 reais a degustação dos 3 (e ganhamos uma 4ª taça de brinde). Para efeito de comparação, uma degustação na Bouza, no Uruguai, custa 145 reais. A degustação com vinho e sorvete na Clos foi 128 rands – uns 40 reais.
O planejado era jantar na Longridge, recomendado pelo hotel, mas estávamos cansados e desistimos. Se quiserem a dica, disseram que é bem bonito ao pôr do sol.
Dia 12:

Trilha do Cabo da Boa Esperança 
Início da Trilha do Cabo da Boa Esperança 
Chapman’s Peak Drive 
Vista do Farol novo em Cape Point 
Foxy Beach
Cape Town – Como alugamos o carro no fim do dia, tínhamos até o entardecer para devolvê-lo. Por isso, aproveitamos e fomos de Stellenbosch para a Boulders Beach, Cape Point e Cape of Good Hope e voltamos para o aeroporto pela bela Chapman’s Peak Drive.
Saímos cedo de Stellenbosch e fomos primeiro na Boulders Beach e Foxy Beach ver os pinguins. A entrada é 160 rands, uns 50 reais. Na Foxy Beach você vê os pinguins de cima da passarela e na Boulders Beach você pode até levar canga e guarda sol e curtir um dia de praia junto aos pinguins soltos ao seu lado. Mas vamos combinar uma coisa: Não toque neles, só observe.
Ficamos uns 40min observando os pinguins e depois seguimos para Cape Point. A entrada é 320 rands, uns 100 reais e você tem três belas trilhas: a do Cabo da Boa Esperança, a do Farol novo e a do Farol antigo.
Começamos pela trilha do Cabo da Boa Esperança e fizemos ida e volta em aproximadamente 1h. Paramos para almoçar e fizemos a trilha para o novo Farol. Tem bastante subida, mas demoramos menos de 20min para chegar no mirante. Saímos do parque, voltamos ao carro e aproveitamos que ainda tínhamos tempo para fazer o caminho de volta pela Chapman’s Peak Drive. É lindo mesmo! Vale muito a pena.
Devolvemos o carro e fizemos check in no The Greenhouse Boutique Hotel para dormir algumas noites em Cape Town.
Dia 13:

Vista da Lion’s Head no alto da Table Mountain 
Vista da Table Mountain 
Subida de Cable Car 
Table Mountain 
Pôr do sol em Signal Hill
Cape Town – Aproveitamos o dia de sol sem nuvens para conhecer a Table Mountain. Paguei antecipado o Cable Car para subir e descer, mas é uma fila tão grande que talvez valha a pena pelo menos descer de trilha. Foi 1h e 30 de fila e, ao subir, aproveitamos para fazer o tour gratuito oferecido.
O tour é bem legal e durou 20min. Após o tour, percorremos os diversos caminhos lá em cima com várias paradas para fotos. Ao todo, ficamos quase 5h na Table Mountain.
Saímos de lá e utilizamos o ônibus grátis que vai da Table até Kloof Nek e de lá pedimos um Uber para assistir ao pôr do sol na Signal Hill. É um passeio bem legal e recomendo bastante. As pessoas levam comida e bebidas e se acomodam no local que mais gostam para assistir a esse espetáculo. Lá em cima tem um trailer com snacks e bebidas e um banheiro público.
Dica: Depois que o sol se põe a temperatura baixa bastante, então vale levar um agasalho.
Dia 14:

Névoa na trilha da Lion’s Head 
Chuva na Lion’s Head
Cape Town – Trilha da Lion’s Head. Perguntamos ao guia do dia anterior sobre a trilha e parecia ser bem tranquila e com uma vista linda da Table Mountain, praias e cidade. Fomos de Uber até o início da trilha e começamos a caminhada já com bastante névoa, que só piorou e começou a chover bem.
Não sei dizer se foi a chuva ou não, mas não achei que era uma trilha para iniciantes. Haviam trechos de escaladas, escadas e cordas margeando a pedra e estava muito escorregadia pela chuva. Chegamos quase ao topo, mas não sentimos segurança em continuar. No caminho haviam famílias com crianças, então talvez seja uma trilha fácil que se tornou difícil pela chuva.
Dia 15:

Free Walking Tour 
Prefeitura Cidade do Cabo 
Praia em Camps Bay 
Pôr do Sol em Camps Bay 
Pôr do Sol em Camps Bay
Cape Town – Pela manhã fomos em um free walking tour na cidade para conhecer um pouco mais da história local e à tarde iríamos conhecer a Robben Island. O tour durou 1:30 e saiu às 11h do centro.
Após o tour, almoçamos no V&A Waterfront e fomos para o barco da Robben Island, mas devido aos fortes ventos o passeio foi adiado para a manhã seguinte.
Como estava um dia bem quente, fomos a Camps Bay refrescar na praia e aguardar o pôr do sol. A praia de Camps Bay, ao menos nesse dia, tinha ondas muito fortes e ninguém se arriscou a entrar. Caminhamos um pouco pela orla e descobrimos uma piscina com água do mar na praia (chamam de Camps Bay Tidal Pool). Basicamente eles fazem uma barreira artificial para que o mar fique calmo e você possa mergulhar sem preocupação com as ondas. Achei muito gostoso e era exatamente o que eu procurava para aquela tarde.
Ao fim do dia, com o vento forte e frio nós procuramos abrigo em um dos bares para apreciar o pôr do sol. Nossa escolha foi o Mantra Café, mas só recomendo para tomar um vinho enquanto aprecia a paisagem, pois a comida era cara e não muito saborosa.
Dia 16:

Robben Island 
Robben Island 
Robben Island
Cape Town – Conseguimos fazer o passeio pela Robben Island de manhã. É um ótimo passeio para entender mais a história local e o que os presos políticos passaram, mas o custo é bem alto – 350 reais por pessoa.
No barco do caminho da ida ainda conseguimos ver uma baleia no mar e várias focas. Aliás, tem bastante foca na região do V&A, basta observar.
Almoçamos no Food Market do V&A e depois compramos as últimas lembrancinhas no shopping de lá. Na minha opinião, 4 dias teria sido suficiente em Cape Town, mas foi bom ter tido tempo para fazer tudo com calma.
À noite finalizamos com um jantar degustação no GOLD. Eles fazem várias apresentações durante o jantar e servem 15 pratos. Nós pagamos a rolha e levamos nosso vinho e o jantar com gorjeta e bebida ficou 300 reais para os dois.
Dia 17:
Nosso vôo partiu as 6h da manhã de Cape Town para São Paulo com escala em Joanesburgo.
Onde se hospedar
Joanesburgo – The Capital on Bath
Reservei o The Capital só porque era próximo ao Gautrain e ao local de onde saíam os ônibus Hop on Hop Off, além de ser perto de um shopping com bastante opções de restaurante. No fim, como constatei que Bolt era a melhor opção, não precisava ter ficado hospedada ali, mas foi uma boa noite de sono e o quarto era confortável e silencioso.
Kruger – Foxy Crocodile Bush Retreat

Quarto do Foxy Crocodile 
Piscina privativa do Foxy Crocodile
O Foxy não é um hotel, é realmente um “Bush Retreat”. Os anfitriões vão muito além do serviço de oferecer um quarto para dormir e providenciam as férias perfeitas para você descansar enquanto eles tomam conta de tudo. Comida, passeios, o quarto, a piscina privativa, tudo foi maravilhoso graças a eles.
Port Elisabeth – Humewood Home Stay
Mais um exemplo da maravilhosa hospitalidade que tivemos na África do Sul. O quarto tem uma ótima localização e pudemos ir andando tomar café na beira da praia no dia seguinte. Além disso, a anfitriã é muito gentil e nos ajudou em tudo.
Plettemberg Bay – Nothando Backpackers Lodge
Sou suspeita para falar, pois adoro um hostel. Como mochileira, o hostel costuma ter uma série de serviços a preço baixo que ajudam muito em uma viagem. O Nothando não fugiu à regra e tinha tudo o que um viajante precisa: localização excepcional, opção de café e janta deliciosa feita pelo chef local a um ótimo custo, wi-fi e estacionamento. Ainda conseguimos lavar nossas roupas todas por 50 rands. A cama não era muito macia, mas ainda vale pelo custo-benefício do local.

Knysna não foi minha cidade favorita e reservei menos tempo para ela. Por mim, talvez fosse melhor ficar dois dias em Plettemberg em vez de ir a Knysna, mas alugamos um bom apartamento nesse B&B que era bem silencioso e espaçoso. Única coisa que incomodou é que tinha muita formiga e ficamos com formiga na mala por alguns dias por isso.
Mossel Bay – Bay Lodge on the Beach

Hotel um pouco mais caro do que a média dos outros, mas que para mim valeu muito a pena! Pagamos 400 reais na diária, o que é alto para nossos padrões e para a África do Sul – em Port Elisabeth, por exemplo, foi 160 reais a diária. Como a minha ideia era aproveitar esse belo hotel de frente para a praia e descansar por um dia, o Bay Lodge mereceu só elogios. Deixaram usar a infra-estrutura antes do check in, o quarto é gigante com banheira com óleos essenciais e sais de banho, ainda conta com uma pequena cozinha, piscina e jacuzzi olhando o mar. O café da manhã também é maravilhoso e tem um menu a ser preparado na cozinha adicional à mesa servida.
Stellenbosch – Apple Tree Guest House
A escolha do Apple Tree foi pela localização central e facilidade de locomoção via Uber/Bolt entre vinícolas. Achei muito bom, o quarto era silencioso, tinha um bom café e o banho era quentinho. Não é, no entanto, a opção mais barata.
Cape Town – The Greenhouse Boutique Hotel

Gosto muito de ter a opção de cozinhar nas viagens para economizar um pouco e não ser obrigada a sair para comer todo dia. O Greenhouse tem todas as comodidades de um hotel com uma cozinha equipada para cada quarto. É próximo ao Waterfront, shoppings e mercados. Além de tudo, tem ar condicionado, muito útil no verão.
Onde Comer
Joanesburgo
Fournos Bakery -Boa opção para o café da manhã embora o serviço seja um pouco lento. Fica no Rosebank Mall.

The Grillhouse Rosebank -Também localizado no Rosebank Mall, o Grillhouse tem ótimo serviço e comida deliciosa. Provamos a carne lá com chips de batata doce e estava muito bom! Preço: 430 rands dois pratos e bebida para dois.
Plettemberg Bay

Tsitsikamma Cattle Baron -É uma boa opção para comer dentro do parque. Provamos o T-Bone e um carpaccio de carne de caça com bebida e pagamos 360 rands os dois. Atendimento não é dos melhores, mas a comida é boa.
Chez Laurent -Restaurante do hostel Nothando Backpackers é aberto para quem não está hospedado, mas faça sua reserva com antecedência porque os pratos acabam muito rápido. A comida é deliciosa e o preço é baixo. Pagamos 310 rands por uma garrafa de vinho e dois pratos de fettuccine.

The Table – O atendimento não é dos melhores, mas a comida é boa. Provamos o curry vegetariano e a carne de avestruz com molho de chocolate e estava muito bom! Preço: 300 rands dois pratos e duas bebidas.
Mossel Bay

Carola Ann’s – Ambiente muito agradável e ótimo atendimento, o Carolas é um bom local para comer com calma. A carne assada e o cheesecake estavam deliciosos. Preço pago pelo hambúrguer, prato de carne com legumes, bebidas e fatia de cheesecake foi 290 rands.
Piza e Vino – Ótimo lugar para comer olhando o mar, o Piza e Vino tem bons preços, bom atendimento e boa localização (fica dentro de um shopping, mas acredito que só seja bom para quem está de carro). Valor por duas pizzas e cerveja: 230 rands.
Stellenbosch
Beyerskloof – Que lugar incrível! É uma vinícola pequena, mas o restaurante é delicioso e o preço é melhor ainda. Pedi o frango assado e meu namorado comeu a barriga de porco e os dois estavam deliciosos. Para finalizar, um milk shake de amarula. Melhor ainda: garrafa de vinho no almoço por 20 reais. Total da conta: 540 rands.

Barriga de porco no Delaire Graff 
Sobremesa no Delaire Graff 
Frango assado no Beyerskloof
Delaire Graff – Jantamos no Delaire no estratégico horário de 19:30 para poder ver o pôr do sol lá. É um das vinícolas mais bonitas e o restaurante é muito bom, embora seja disputado, então é melhor reservar antes. A comida de lá é maravilhosa, mas os preços são salgados e é um pouco formal demais para o meu estilo de viagem. Total da conta com dois pratos, 4 taças de vinho e sobremesa: 1500 rands
Spier – Queria muito fazer um piquenique na Spier e fiquei feliz de conseguir emprestar uma cesta e copos para fazer o piquenique na hora. Pegamos uma garrafa de vinho já gelada, pão, manteiga, salame e fondant de amarula e pagamos 240 rands.

Clos Malverne – Minha favorita de longe, a degustação de vinho com sorvete é sem igual! 128 rands por pessoa e servem um sorvete maravilhoso e um vinho que combina com perfeição.
Cape Town

Menu do Gold 
Degustação no Gold
Gold – O Gold é mais uma atração que um restaurante. São servidos 15 pratos e durante o jantar fazem várias apresentações com música e dança. Bem legal!
Mantra Café -Bom lugar para ver o pôr do sol e beber algo gelado para apreciar a paisagem.

Sevruga Restaurant – Localizado no V&A Waterfront, o Sevruga tinha um ótimo atendimento e opções frescas de Poke e Sushi que combinavam com o dia quente. Almoço para dois com duas margaritas frozen e sobremesa custou 660 rands.
The Butcher Man – Bom lugar para quem quer um bife cozinhado com perfeição e é localizado próximo ao Waterfront também.
Passeios
Comprei antecipado pelo site oficial o Cable Car da Table Mountain e o Kayak e Lilo do Tsitsikamma Park. Os safáris o hotel pediu para reservar um mês antes e eles fizeram os trâmites com o Kruger. O passeio da Robben Island também esgota rápido e compramos no dia, mas no primeiro horário da bilheteria.
Demais parques e passeios nós compramos na hora mesmo.
Câmbio
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