Fizemos uma viagem customizada aos nossos gostos. Dá muito mais trabalho elaborar um roteiro assim, em especial em cidades que não são muito turísticas e tive que pegar ajuda de blogs franceses e italianos. Para sua sorte, eu deixo mastigadinho e em português mais esse roteiro de sucesso.
Esse roteiro é ótimo no verão, pois além das praias, como o pôr do sol é por volta das 21h, dá para acordar tarde e ainda aproveitar bem o longo dia.
Como o post ficou grande, vou colocar um resumão antes:
Dia 1: Vôo.
Dia 2: Chegada e descanso.
Dia 3: Barcelona – Casa Bartlo, La Pedrera, Plaza Catalunya, Las ramblas, Castelo Monjuic e Fontes magicas de Montijuic.
Dia 4: Barcelona – Sagrada Familia, Parque Guell, Arco do Triunfo e Parc Ciutadela.
Dia 5: Barcelona – Gothic Quarter e Tour Gastronômico.
Dia 6: Marselha – Château D’If e Île Frioul.
Dia 7: Marselha – As incríveis Calanques em uma trilha desenhada por mim. Uma das trilhas mais belas da minha vida.
Dia 8: Marselha – Porte d’aix, Cathedrale La major, Eglise Saint Laurent, Basilique Notre Dame de La guarde e MUCEUM. Alugar carro e ir até Draguignan.
Dia 9: Road Trip – Trigance – Route des crêtes – Moustiers St Marie – Lac Saint Croix – Sillans La Cascade – Draguignan.
Dia 10: La Croix Valmer – Trilha da Plage Gigaro até Plage du Bois (praia com águas cristalinas de cair o queixo) e depois dirigir por Antibes, Cannes e St Tropez até devolver o carro em Nice.
Dia 11: Nice – Free Walking Tour passando por Fontana du soleil, Promenade du Paillon, Colline du Chateau, Place Massena e Basilique Notre Dame de L’assomption.
Dia 12: Èze e Mônaco – Jardim de Cactus em Èze e Cassino de Monte Carlo, Japanese Garden Mônaco, Catedral de Mônaco, Palácio Real e Porto de Mônaco.
Dia 13: Cathedrale Russe St Nicholas na manhã em Nice e depois trem até Gênova.
Dia 14: Gênova – Free Walking Tour do incrível Spyros saindo do Manena Hostel. Foram 4h percorrendo a cidade. Pontos turíscos principais desse dia: Porta Soprana, Piazza Rafaelle Ferrari, Piazza Corvetto, Catedral San Lorenzo, Via Garibaldi e Palazzo Reale.
Dia 15: Trem de Gênova a Cinque Terre. Trilha de Volastra a Corniglia e depois de Corniglia a Vernazza (foram as trilhas que mais amamos).
Dia 16: Cinque Terre – Trilha de Vernazza a Monterosso e dia de praia. Recomendamos mais as trilhas do que as praias.
Dia 17: Cinque Terre – Trilha de Volastra a Manarola.
Dia 18: Cinque Terre – Trilha do Riomaggiore Ring.
Dia 19: Trem de Cinque Terre a Milão.
Dia 20: Milão – Duomo de Milão, Piazza del Duomo, Galleria Victorio Emanuele, Igreja San Bernardino Alle Ossa (com um ossário macabro), Igreja Santa Maria del Carmine, Pinacoteca di Brera, Parque Sempione, Castello Sforzesco e Arco da Paz.
Dia 21: Vôo de volta
Roteiro Detalhado:
Dia 1:
Saída do RJ ás 15:25 e chegada 13:35 do dia seguinte em Barcelona.
Dia 2:
Barcelona – Vôo pousou 13:40 e chegamos no hostel às 16h. Esse dia foi só para descanso.
Dia 3:

Plaza Catalunya 
Fontes Mágicas de Montjuic 
Museu Nacional D’Art de Catalunya 
Torre Calatrava 
Casa Bartlo 
Detalhe Casa Bartlo 
Castelo de Montjuic
Barcelona – Tomamos café no 365 Cafe que tinha um combo com sanduíche e café por 2,5 euros. Eu comprei tickets previamente para a Casa Bartlo às 11:15 e o tour todo com audioguia (25 euros) durou 2h. De lá passamos na frente do La Pedrera só para ver a fachada e seguimos para a Plaza Catalunya, que é bem bonita. Próximo a Plaza temos o 100 Montaditos, que tem opções de mini sanduíches por 1 euro e bebidas por 1-2 euros. A ideia em Barcelona é sempre comer tapas em pequenas porções e provar várias coisas diferentes. Em um dia quente de verão, o 100 Montaditos foi ótimo!
Saindo de lá, andamos pelas Las Ramblas até o Mercado de La Boqueria, onde iríamos almoçar se estivesse aberto, mas fecha aos domingos. Comemos ali por perto e pegamos o metrô+funicular até o Castelo de Montjuic, aproveitando que era grátis no domingo após 15:30. No castelo ficamos aproximadamente 1h, depois descemos e vimos o Estádio Olimpico, Museu e parques que fazem parte da trilha de descida (foram 2h descendo com paradas). Ao chegar ao fim da descida, paramos no TAPS bar para esperar pelas fontes mágicas, que começavam as 21:30.
OBS: Para chegar no Castelo nós pegamos o teleférico. Ele custa 8,4 euros e tem uma vista bonita, mas nada imperdível considerando que a vista do Castelo já é linda. É possível subir a pé ou de ônibus também. Nossa descida foi a pé e é bem agradável.
Dia 4:

Sagrada Familia lado Nascimento 
Arco do Triunfo Barcelona 
Parque Guell 2 
Parque Guell 
Detalhes Sagrada Familia 
Teto Sagrada Familia 
Sagrada Familia lado Ressureição 
Parc Ciutadela
Barcelona – Tomamos café no Carite, que também tinha combos de sanduíche e café por um bom preço (~3 euros). De lá fomos andando para a incrível Igreja da Sagrada Familia ás 11:30 com visita guiada ao 12h. Se possível, façam a visita guiada, pois a Igreja tem tantas particularidades que só mesmo um guia para conseguir ver tudo. De todas as obras do Gaudi que vi, essa foi a que mais amei.
Ao todo ficamos quase 3h na Sagrada Família. Almoçamos no Paisano café, pegamos o metrô até Alfonso X e da estação saem os ônibus para quem já tem ingressos para o Parque Guell. Como nosso horário de entrada era 16:30 e chegamos 40min antes, deu tempo fazer a trilha do Mirador de Joan Sales antes de entrar na área paga.
Dentro do Parque Guell, passeamos por conta própria e saímos 17:35. Como escurece tarde no verão, fomos de metrô até ao Arco do Triunfo e depois passeamos pelo Parc Ciutadela.
O dia terminou com um delicioso Fideuá no Can Ramonet.
Dia 5:

Casa Gispert 
Patisseria Hofmann 
Plazza del Pi
Barcelona – Um dos motivos do dia anterior ter tido tantas atividades foi que a previsão era de chuva no dia posterior. Nesse quinto dia do roteiro, fomos, então, conhecer a Catedral de Barcelona e o bairro gótico. Como tínhamos visto um vídeo no youtube de um tour pela gastronomia local, aproveitamos o mau tempo para provar delícias na Bodega La Palma para a melhor papas bravas que comemos, Patisseria Hofmann para um maravilhoso croissaint, Casa Amatller para um chocolate quente delicioso, Mercado Santa Caterina para degustar presuntos ibéricos e Casa Gispert para doces e bombons.
Nas andanças nos deparamos com dois lugares não programados e bem interessantes: a bela Plaza del Pi e o El Born Centre de Cultura i Memoria, com restos arqueológicos valiosos do período medieval e século XVIII (acesso gratuito).
Nesse dia fizemos check out e dormimos próximo ao aeroporto no Airhostel Barcelona para logo cedo partir para Marselha.
Dia 6:

Por dentro Château D’If 
Muros Château D’If 
Île Frioul e Château D’If ao fundo 
Château D’If e Île Frioul ao fundo 
Mar azul Chateau D’If
Marselha – Achei Marselha uma cidade apaixonante e foi amor à primeira vista.
Voamos de Barcelona a Marselha as 7:50 e chegamos 9h, mas com todos os trâmites de desembarque mais o tempo do trem + metrô até o hotel, fizemos check in 10:30. Descansamos um pouco e comemos no delicioso Café Bovo para ir para o Chateau D’If e Ilhas Frioul.
Saímos 13:30 de barco para o Château d’If e ficamos lá até 15:30, quando pegamos o barco para as ilhas Frioul. O Château conta um pouco a história da ilha e de como surgiu a literatura do Conde de Monte Cristo. Nas ilhas Frioul, seguimos o fluxo pela ilha Ratonneau até a belíssima Plage Saint- Esteve, onde é possível se banhar no belo mar azul com vista para o Château d’IF! Experiência única poder nadar olhando um castelo. Ficamos umas 2h na praia e voltamos por um caminho diferente para ver mais lindas calanques – Port de Blanc, Fort de Ratonneau, Calanque du Berger, Calanque de Morgiret, e de lá atravessamos para Ile de Pomegues, onde fizemos uma pequena trilha.

Calanques na Île Ratonneau
Ficamos 4h no total só nas Ilhas Frioul, mas daria para ter ficado muito mais. Voltamos vendo o pôr do sol no barco as 20h. Custo do passeio: 16,2 euros o barco + 5 euros a entrada do Castelo (e valeu cada centavo).
Dia 7:
Marselha – As incríveis Calanques de Marselha. Primeira dica: vá no office tourisme de Marselha antes de ir para as Calanques para pegar o mapa. As trilhas são muito bem demarcadas, mas só servem se você tiver um mapa. No nosso caso, sem mapa, tivemos que nos guiar pelos prints de tela que fiz antes de ir com as trilhas de outra pessoa e que foram a inspiração para a trilha que desenhei.

Calanque de Callelongue 
Calanque de la Mounine 
Calanque de Marseillevreye 
Calanque de Sormiou 
Vista da cidade de Marselha nas Calanques 
Calanque des Queyrons
A trilha começou pela Calanque de Calleolongue, seguido de La Mounine, Marseillevreye, des Queyrons, Podestat, L’Escu, Sormiou e saía de ônibus por Les Baumettes. É um roteiro travessia, o que evita passar duas vezes no mesmo lugar, mas são uns 8km com bastante subida e descida.
O que são Calanques? Uma Calanque é um acidente geográfico encontrado no Mar Mediterrâneo, que se apresenta sob a forma de uma angra, enseada ou baía com lados escarpados.
Em resumo, são belas formações rochosas banhadas pelo mar. Em cada Calanque que passávamos aproveitávamos para mergulhar no mar e descansar um pouco. Eu amei, foi a trilha mais linda que já fiz na vida.
Um aviso: Leve muita agua. Levamos só 1,5l cada e estava muito calor, o único restaurante que tinha no local estava fechado, ficamos sem almoço e sem água até chegar em Les Baumettes no fim do dia. Saímos 10:40 do hotel e pegamos o ônibus 19 e depois o 20. Chegamos 12:40 no parque e ficamos até 18:50. Com mais água, mais comida e um mapa, teria ficado mais, com certeza!.
Dia 8:
Marselha – Resumo das atrações do dia: Porte d’aix, Cathedrale La major, Eglise Saint Laurent, Basilique Notre Dame de La guarde.

Eglise Saint Laurent e Cathedrale La Major ao fundo 
Basilique Notre-Dame de la Garde 
Abadia São Victor 
Terraço do MuCEM
A gente tentou fazer todas as atrações do centro da cidade em uma manhã, mas não conseguimos e só terminamos ás 16h (bem corrido!). Saímos do Vieux Port e pegamos o ônibus 60 até a Basilique Notre Dame de La Garde e conhecemos a bela basílica por dentro (grátis).
Depois pegamos esse mesmo ônibus até a Abadia São Victor, que foi fundada no século V e é bem diferente das igrejas mais modernas. Voltamos ao ônibus 60 e fomos até os terraços do MuCEM, que é grátis e lindo! Do terraço há tem uma passarela por cima da rua para atravessar até a Eglise Saint Laurent, e a poucos metros está a Cathedrale La Major. Depois desse belo tour, paramos para almoçar no L’addict – menu com vinho, entrada, prato e sobremesa por 15 euros.
Após almoço, passamos rapidamente no Porte D’aix antes de voltar ao hotel, pegar as malas e alugar o carro para dormir em Draguignan (~1:30 de Marselha).
Dia 9:
Gorges du Verdon – Antecipo aqui que a escolha por Draguignan como nosso ponto de apoio para o Gorges du Verdon e La Croix Valmer não foi fácil: fiz uma planilha com distância entre todas as cidades próximas e preços de hotéis e Airbnbs para comparar. Se você quiser pular essa etapa, recomendo fortemente o incrível Airbnb que ficamos e a escolha de Draguignan como ponto de apoio.

Café com vista em Draguignan 
Trigance 
Sillans La Cascade 
Chegada em Trigance 
Moustiers St Marie 
Lac St Croix 
Gorges du Verdon
O roteiro inicial era fazer de carro os seguintes locais: Trigance, Route des crêtes, Lac st croix, Moustiers Saint Marie, Sillans La Cascade.
Nossos hosts em Draguignan eram maravilhosos e nos deram um ótimo café da manhã. Fiz exatamente o roteiro desenhado, com parada para fotos e banheiro em Trigance, depois Point Sublime já visualizando as belas formações rochosas do Gorges du Verdon.
O que é Gorges du Verdon? O Verdon Gorge é um desfiladeiro localizado na região de Provence-Alpes-Côte d’Azur, no sudeste da França. É frequentemente considerado um dos mais belos da Europa.
Seguimos o Gorges pela Route des Cretes até o Lac Saint Croix. Infelizmente começou a chover quando chegamos no lago, então esticamos até Moustiers Saint Marie para almoçar até a chuva passar. Em Moustiers o mais legal é subir até capela de Notre-Dame-de-Beauvoir, que é bem rústica (não tem nem iluminação) e de lá de cima tem uma bela vista da região.
Saindo de Moustiers, estava ansiosa para passear de pedalinho ou caiaque pelo Lago Saint Croix. Infelizmente, mesmo tendo parado de chover, quando chegamos no lago não havia nem barco nem pedalinho para alugar, aparentemente por risco de tromba d’agua. Passeamos então ao redor do lago de belas águas azuis e dirigimos até Sillans la Cascade.
Sillans la Cascade é uma cachoeira de águas verde-esmeralda a 15min de Draguignan. É bem bonita e recomendo se você tiver tempo no roteiro. Finalizamos nosso dia cozinhando massa e bebendo vinho rosé na varanda com nossos anfitriões.
Dica: Se tiver tempo, ficaria mais um dia no Gorges porque a paisagem é linda e tem muita cidadezinha legal ao redor. Há também locais com plantações de girassol e lavanda se você for na época certa. Eu com certeza quero muito voltar para o sul da França!
Dia 10:

Antibes 
Mergulho na Plage du Brouis 
Trilha em La Croix Valmer 
Mar incrível na Plage du Brouis
La Croix Valmer – Destino desconhecido entre brasileiros e, por falta de informação, a gente quase desistiu de fazer essa trilha. Esse trecho da viagem foi baseado nas dicas da Jessie on a Journey, e como outras dicas até então tinham sido maravilhosas, resolvi seguir o conselho dela e fazer parte da trilha do Les 3 Caps antes de devolver o carro em Nice.
Se quiserem meu conselho: FAÇAM ESSA TRILHA! PONTO ALTO DA VIAGEM.
Indescritivelmente maravilhoso. Nem fizemos os 16km por falta de tempo, fomos apenas até a Plage du Brouis e voltamos, mas a trilha toda é linda e margeia a praia. A água era tão cristalina que parecia vidro derretido. A gente não queria mergulhar para não viajar molhado, mas não resistimos e foi muito bom. Repito que sul da França é um destino que certamente voltaria.
Saindo de La Croix Valmer passamos em Antibes, Cannes e St Tropez até chegar em Nice. Nenhuma delas pareceu tão incrível quanto La Croix.
Dia 11:

Fontaine Miroir d’Eau 
Colline du Chateau 
Vista da praia em Nice
Nice – O roteiro resumido dos principais locais em Nice é: Basilique Notre Dame de Lassomptoin, Fontana du soleil, Promenade du Paillon, Fontaine Miroir d’Eau, Colline du Chateau, Place Massena.
Nós fomos em um free walking tour que fez os principais pontos e foi bem legal. Nice em si não foi minha cidade favorita, mas pode ser um ponto estratégico para visitar as cidades ao redor.
Por outro lado, a comida em Nice é ótima: Le Saint Geran e Chez Pipo são minhas recomendações.
Dia 12:

Catedral de Mônaco 
Jardin Japonais Mônaco 
Descida para o trem em Èze 
Jardim de Cactus 
Chegada em Èze 
Cassino de Monte Carlo
Mônaco e Èze – A dupla de Èze + Mônaco é ótima para bate e volta de um dia desde Nice, pois os dois são bem perto. Em Èze visitaríamos o Jardim de Cactus (6 euros a entrada) e em Mônaco o Cassino de Monte Carlo, Japanese Garden Mônaco, Catedral de Mônaco, Palácio Real e Porto de Mônaco.
O Jardim em Èze é muito bonito e achei que valeu muito a pena. A ideia era chegar em Èze até 9:30, curtir o Jardim e pegar o ônibus 112 ás 11:30 para Mônaco. Como não deu certo (conto mais detalhes depois), descemos a trilha do jardim até o trem e fomos de trem até Mônaco. A trilha é bem bonita, mas não é imperdível.
Mônaco é bonito, espanta pela riqueza e luxo, mas não é meu tipo de passeio. Vale a pena conhecer, mas o perrengue do ônibus com pouquíssimos horários atrapalha um pouco.
Sobre os ônibus: Tentamos pegar o ônibus 82 de Nice para Èze às 9h. Ás 9h nenhum ônibus 82 chegou. Aguardamos mais 30min e nada de ônibus. Descobrimos então que o ônibus 82 em determinados horários é o ônibus 112, que já tinha passado. Próximo seria só as 10h da manhã, ou seja, ficamos muito tempo plantados no ponto de ônibus à toa. Fiquem atentos!
Com esse atraso não conseguimos pegar o ônibus das 11:30 para Mônaco e tivemos que ir de trem. Como eu estava com torcicolo no dia, o trajeto foi bem sofrido.
Para voltar, bastou pegar o ônibus 100 de Mônaco a Nice ás 17h e 18h chegamos em Mônaco.
Dia 13:

Cathedrale Russe St Nicholas 
Fra Diavolo em Gênova
Gênova – Pegamos um trem de Nice a Gênova das 14-17h, o que nos deu tempo de comer um último Pain au Chocolat na França e visitar a belíssima Cathedrale Russe St Nicholas pela manhã antes de partir. Como podem ver, a igreja lembra a famosa catedral em Moscou.
Chegamos em Gênova a tempo de ver o pôr do sol na cidade e ir jantar uma deliciosa pizza com vinho no Fra Diavolo.
Dia 14:

Porto em Gênova 
Porta Soprana 
Piazza Raffaele de Ferrari 
Detalhe no teto do Palácio Real 
Sala do Trono no Palácio Real 
Sala dos Espelhos no Palácio Real
Gênova – A escolha de Gênova como pit stop entre Cinque Terre e Nice foi só para facilitar a logística e quem sabe conhecer um pouco mais uma cidade que estudamos tanto nos livros de história. No fim, gostaria de ter ficado mais, pois me apaixonei pela cidade.
Meu roteiro de um dia seria: Porta Soprana, Piazza Rafaelle Ferrari, Piazza Corvetto, Catedral San Lorenzo, Via Garibaldi e Palazzo Reale. No entanto, no dia anterior mudamos de ideia e em vez de conhecer a cidade por conta própria, fomos no free walking tour com o Spyros do Manena Hostel.
O tour do maravilhoso Spyros deveria sair apenas com um mínimo de 5 participantes às 10 da manhã na frente do hostel. Porém, mesmo com apenas 4 pessoas, Spyros ficou conosco por 4h percorrendo ruas, ruelas e avenidas da cidade, contando várias histórias e curiosidades locais. Além de cultural, o tour também era gastronômico, e paramos para provar a granita, que é uma raspadinha de fruta bem refrescante, a incrível focaccia genovesa (ainda sonho com ela) no Focaccia e Dintorni, além de, é claro, o gelato no premiado U Gelato du Cariggiu.
O tour do Spyros visitou todos os lugares da minha lista e muitos outros. Gênova é uma cidade que vale muito a pena conhecer!
Ao fim do tour, almoçamos e aproveitamos o resto da tarde para conhecer o Museu do Palácio Real de Gênova. A entrada custa 6 euros e destaco a belíssima sala dos espelhos (lembra a sala de mesmo nome no Palácio de Versalhes, na França) e a sala do trono. Ao fim do tour, o simpático moço da recepção nos deu coroas de brinquedo para voltarmos na sala do trono e tirar fotos divertidas. Só me fez me apaixonar mais pela cidade.
Dia 15:

Pôr do sol em Manarola 
Mar em Vernazza 
Vernazza 
Saída de Volastra 
Chegada em Vernazza 
Trilhas em Cinque Terre 
Vinícolas, Volastra e Manarola em Cinque Terre
Cinque Terre – Pegamos o trem de 10:45 que chegaria 11:49 em Levanto. A escala foi bem confusa na minúscula Levanto, e o nosso trem até veio com o número errado, mas perguntamos umas 5x antes de entrar no do 12:05 e deu certo. Conseguimos chegar 12:23 em Manarola, comprar passagem e pegar o ônibus de 12:45 para Volastra, onde alugamos uma casa.
A ideia em Cinque Terre era descansar. Aluguei uma casa com varanda e uma vista linda, para tomar vinho vendo pôr do sol, cozinhar com os ingredientes locais e curtir a vida em um passo mais lento. Após o check in no apartamento, quisemos explorar as 5 terras e fizemos a primeira trilha de Volastra até Corniglia e depois de Corniglia a Vernazza. Foi a trilha mais bonita que fizemos em Cinque Terre, e o melhor foi que nada pagamos porque estava “fechada” devido à chuva do dia anterior (normalmente o custo é de 7,5 euros por dia para fazer as trilhas). O passeio todo com as duas trilhas e muitas paradas durou 6h.
Pontos altos da trilha: sair de Volastra e caminhar no meio das vinícolas e a vista da chegada e saída de Vernazza, que é linda.
Dia 16:

Uvas na trilha 
Gelateria Vernazza 
Praia em Monterosso 
Pôr do Sol na casa
Cinque Terre – Fomos de trem até Vernazza e de lá fizemos a trilha até Monterosso (1h de caminhada). Almoçamos e aproveitamos o dia de praia, mas na minha opinião praia não é o forte local. A praia toda é paga e você só pode ficar se alugar guarda sol e cadeira. Nós não queríamos alugar nada, então nos limitamos a ficar na parte gratuita, que é uma faixa estreitíssima lotada de gente. Para piorar, a água estava cheia de água viva.
Em resumo, na minha opinião, as trilhas são o forte de Cinque Terre e foi o que mais gostamos.
Dia 17:

Trilha Manarola a Volastra 
Vista da casa 
Centro de Manarola 
Manarola
Cinque Terre – Como a previsão era de chuva, fizemos a trilha Volastra a Manarola ida e volta (50min a trilha na descida). No fim não choveu e fez um dia lindo, então aproveitamos para cozinhar, tomar um bom vinho e apreciar a vista do apartamento.
À noite fomos em um dos dois restaurantes de Volastra, o Locanda Tiabuscion e pedimos o menu degustação com 3 entradas, prato de massa, prato de carne e duas sobremesas regado a um bom vinho. Pagamos 70 euros os dois juntos incluindo a gorjeta, o que não é barato, mas é um incrível custo-benefício. Os demais restaurantes que provamos nas Cinque Terre não tiveram grande destaque gastronômico, mas o Locanda sim vale a pena. Preparem-se para comer muito bem!
Dia 18:

Igreja Riomaggiore 
Vista das Cinque Terre 
Trilha the Riomaggiore ring 
Riomaggiore
Cinque Terre – Pegamos o trem até Riomaggiore e fizemos o Riomaggiore Ring, uma trilha circular muito bonita com vista das cinco terras. Foram quase 2h de trilha com paradas (3km).
Ao fim, tomamos um gelato em Riomaggiore e exploramos um pouco o local.
Das trilhas que fizemos, Volastra-Corniglia e Corniglia – Vernazza foi uma das mais bonitas. A do Riomaggiore Ring além de bonita também é uma das que achamos menos cansativas, então pode ser uma boa opção para quem não quer o esforço de muitas subidas e escadarias.
Dia 19:
Milão – Saímos cedo de Volastra e descemos até Manarola de ônibus seguido de trem até La Spezia. Fique atento que em alguns horários os trens em Cinque Terre são bem espaçados e o próximo é só depois de quase 1h. Nessa manhã especificamente ainda estava com a plataforma lotada e quase não conseguimos entrar. Programe-se para não perder seu trem.
Nosso trem para Milão sairia de La Spezia 12:38 e chegaria 15:53. Almoçamos na estação de trem em La Spezia e em Milão fomos a pé até o Hostel.
Sou suspeita para falar de Milão porque não gostei da cidade e achei o atendimento péssimo nos lugares que passei. Nessa noite jantamos na pizzaria Napiz, que era boa.
Dia 20:
Milão – Um dia em Milão foi mais que o suficiente na minha opinião.

Porta do Duomo 
Pinacoteca di Brera 
Galleria Victorio Emanuele 
Igreja Santa Maria del Carmine 
Duomo de Milão
Começamos pelo Duomo de Milão com nossos ingressos antecipados (3,5 euros). Depois passeamos pela Piazza del duomo, Galleria Victorio Emanuele, Igreja San Bernardino Alle Ossa (com um ossário macabro) e Igreja Santa Maria del Carmine.
Todas as igrejas mencionadas, com exceção do Duomo, são gratuitas. Paramos para almoçar e depois fomos na Pinacoteca di Brera, seguido de uma caminhada pelo Parque Sempione, Castello Sforzesco e Arco da Paz.
Pegamos as mochilas no hostel e fomos até o aeroporto para dormir em um alojamento próximo chamado La Viscontina. Não recomendo, a comida do restaurante de lá é ótima, mas o transporte que oferecem até o aeroporto é ruim e quase perdemos nosso vôo.
Dia 21:
Partida de Milão para o Rio com escala em Amsterdã. Dica: no aeroporto de Amsterdã tem um chocolate chamado Chocolonely que é delicioso!
Onde se hospedar
Barcelona – Sweet BCN Traveller House

Ótimo custo-benefício com quartos com bom tamanho, limpo e com ar condicionado. O banheiro e a cozinha são compartilhados, mas nos 4 dias sempre havia um banheiro vago. A localização é ótima e fizemos praticamente tudo a pé.
Barcelona Aeroporto – Airhostel Barcelona
No último dia deixamos as mochilas no Sweet BCN Hostel enquanto turistávamos e à noite fizemos check in no Airhostel Barcelona. É uma opção excelente para quem tem vôo cedo ou chega tarde na cidade. O shuttle é ótimo e pontual, tem café da manhã desde 4 a.m., banheiro compartilhado limpo, boas camas, ar condicionado e é silencioso. Ainda tem uma vending machine caso precise de um lanche antes de dormir. Em resumo, tem tudo o que você precisa de um hotel próximo ao aeroporto.
Marselha – Ibis Styles Vieux Port
Um dos hotéis que mais gostamos na viagem, era bem localizado, limpo, silencioso e tinha um bom café da manhã. Achei ótima escolha.
Verdon – Airbnb Chambre Privee entre mer et lacs

O Airbnb que alugamos em Draguignan era ótimo! Um quarto com banheiro privado e podíamos usar a cozinha e a varanda com linda vista deles. Os anfitriões era muito simpáticos e, mesmo sem eu falar francês, tentavam se comunicar comigo para explicar tudo. Ainda tem café da manhã nessa varanda maravilhosa e uma jacuzzi. A localização é perfeita para meu roteiro.
Nice – Ozz By HappyCulture
O hostel tinha bom atendimento, café com preço ok, bons restaurantes ao redor e é próximo ao centro e à estação de trem. O único problema era que todo dia no meio da madrugada éramos acordados com barulho feito pela equipe de manutenção e limpeza do hotel. Não foram boas noites de sono.
Gênova – Virginia’s Rooms
B&B Maravilhoso com um educadíssimo anfitrião, o Virginia Rooms além do ótimo atendimento está a uma pequena distância a pé dos principais locais para comer e conhecer. O banheiro ainda conta com chuveiro com massagem e música, o que é ótimo para relaxar após um dia turistando. O anfitrião nos deu ótimas dicas locais e ainda nos deu carona até a estação de trem no carro dele.
Volastra – Creuza de Cinque Terre

O apartamento fica em Volastra, que é a cidade no topo de Manarola. A vista é incrível em todas as janelas (até no banheiro) e fica na entrada de uma das trilhas mais bonitas de Cinque Terre (Volastra-Corniglia). Tem uma cozinha equipada com os principais itens para cozinhar, bom banheiro e boa cama. A varanda para um vinho ao pôr do sol é incrível! Único inconveniente é não ter recepção (tem que ligar para conseguir fazer check in, e sem chip ficou um pouco mais complexo – pedimos wi-fi emprestado no hotel ao lado) e ter que olhar os horários de ônibus para subir e descer de Manarola.
Milão – B&B Best Hostel Milano
Localização boa, pois é próximo do metrô e da estação de trem, mas tem bastante barulho da avenida ao lado. Atendimento muito bom, um grande destaque em uma cidade que o atendimento é bem ruim. Banheiro compartilhado e quarto com tamanho grande. Tem cozinha compartilhada também.
Onde Comer
Barcelona

Fideuá no Can Ramonet 
Sanduíche do 100 Montaditos 
Tapas no TAPS Bar
Café da manhã: As 3 opções que testamos próximas ao hostel foram boas: 365 Café, Carite e La Danesa. Havia sempre opções de combos com bebida e sanduíche que valiam a pena.
Almoço/ tapas/ lanches: Eu mencionei que vi um vídeo que me inspirou a fazer um tour gastronômico. Pois posso indicar aqui tudo o que provei do vídeo: Mercado Santa Caterina (presuntos diferentes), Casa Gispert (chocolate e turrón), Hofmann Pastisseria (mascarpone Croissant), Bodega La Palma (melhor patatas bravas que comemos), Can Ramonet para um delicioso Fideuá. Taps bar também é uma boa opção para aguardar o início das Fontes Mágicas de Montjuic e 100 Montaditos tem tapas por 1 euro.
Marselha

Café BOVO 
L’adict
Café Bovo – Apesar do nome “Café”, só abre para almoço a partir do 12h. Atendimento incrível, comida deliciosa e serviço ultra-rápido.
L’adict – Menu executivo no almoço com entrada, prato, sobremesa e vinho por 15 euros.
La Gourmande – Melhor jujuba da vida e também ótimo lugar para provar Navettes e Calisson, os biscoitinhos locais.
Draguignan

La Boite a Crepes 
Le Relais
La Boite a Crepes – Ótimas opções de crepes e vinhos locais
Le Relais (Moustiers St Marie) – Era o único restaurante aberto (tudo fecha cedo em todas as cidades desse roteiro, fiquem atentos), mas era muito bom. O especial do dia era um filé suíno com salada e batata frita.
Nice

Socca no Chez Pipo 
Restaurant China
Le Saint Gerain – Sem palavras para descrever a delícia local. É o único restaurante em Nice com a culinária das ilhas Maurício e tudo estava maravilhoso. O molho apimentado era ótimo e tinha a opção de apimentar ainda mais, o que eu adoro. Vinho e peixe deliciosos.
Restaurant China – Preços baixos, boa comida e ótimo atendimento. Comemos o rolinho primavera, porco acebolado e arroz. Tudo estava ótimo.
Chez Pipo – Especializado em “socca”, prato tradicional local, é uma ótima pedida para um snack no meio do dia. Uma socca dupla e duas taças de vinho com gorjeta deu 12 euros.
Gênova

Fra Diavolo – Pizza deliciosa, ótimo vinho e atendimento rápido. Recomendadíssimo.
Focaccia e Dintorni – Indico tanto a focaccia tradicional quanto a de queijo. A de queijo tinha acabado de sair do forno e derretia tanto que tiveram de dar pratos e talheres. Maravilhoso!
U gelato du Caruggiu – Premiado gelato local tem opções de sabores inusitados como pimenta rosa e abacaxi com gengibre – o de abacaxi foi meu favorito! Custa 2-3 euros dependendo do tamanho escolhido.
E Prie Rose – Escolhi um prato de massa ao pesto e meu namorado um de carne e os dois estavam deliciosos. 48 euros o jantar com vinho e gorjeta.
Cinque Terre

Pato do Locanda Tiabuscion 
Trio de sobremesas do Locanda Tiabuscion
Caffé Matteo – Café em Corniglia com opções de nhoque a 8 euros. É ok, vale pelo preço e comodidade.
Gelateria Vernazza – Nossa gelateria favorita nas 5Terre, tinha um sabor de figo com chocolate branco que era de outro mundo.
Locanda Tiabuscion – Menu degustação com 3 entradas, prato de massa, prato de carne e 3 sobremesas + garrafa de vinho por 70 euros para duas pessoas. Todos os pratos estavam deliciosos.
Milão
Napiz – Boa pizza com atendimento ok no jantar.
Passeios
Fizemos tudo por conta própria e compramos passeio guiado na Sagrada Família e Casa Bartló. Acho que vale a pena ter pelo menos audioguia para entender toda a obra prima.
Free walking tour é sempre uma boa opção e fizemos em Nice e em Gênova. Os dois foram bons, mas o de Gênova, por ser uma cidade com uma riqueza cultural e histórica maior, foi simplesmente incrível.
Para as Calanques, não precisa de guia, mas é bem importante pegar o mapa antes para saber o que significa cada trilha demarcada. La Croix Valmer é uma trilha mais simples e não precisa de mapa nem de guia. Cinque Terre também tem trilhas bem demarcadas que não precisam de guia nem mapa.
Câmbio
Sempre fazemos câmbio pela DG cambio ou Cotação.
Aluguel de carro
Dica de ouro: Todas as cotações que eu fiz nos sites comuns e nos sites das principais locadoras davam o dobro ou triplo desse valor. Pelo Hotwire alugamos carro em Marselha e devolvemos em Nice por 80 euros os dois dias (40 euros a diária). A diferença era tão grande que aguardei 3 meses para ter certeza que só cobrariam isso do meu cartão e hoje posso afirmar que valeu muito a pena. Incluam o hotwire em suas cotações sempre, pois podem ter uma agradável surpresa. A locadora de carro que conseguimos pelo hotwire com esse preço foi a Europcar, que é bem boa.
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